terça-feira, 15 de maio de 2007

De me fazer rodeios, de me beijar os seios, me beijar o ventre..e me deixar em brasa

Chico Buarque

O Meu Amor


O meu amor

Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele inteira fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigoRi do meu umbigo
E me crava os dentes, aiEu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz


Artista Plástica LuHermila diante dos meus trabalhos - Natal 8 de maio de 2007


Eu, já andei nessas ruas, com a pressa toda do mundo, já pisei nesse asfalto,....Lu Colossi


Metrópole?
Mudei de Vida


Lu Colossi


Eu, já andei nessas ruas, com a pressa
toda do mundo, já pisei nesse asfalto,
as vezes feito de uma pedra bruta,
tão bruta como os corações dos que
lá caminham, naquele vai e vem
interminável e sofrido.
Eu também olhava e não via, talvez
até você tenha passado desapercebido
por mim, como tantos outros...
E assim os anos me engoliram, e as
sombras dos prédios mofados, me tiraram
a visão de um sol bonito, de uma flor
nascida, que olhava pra mim.
Tive todos os defeitos das demais
pessoas que moram nessas cidades
grandes, fui egoista, gananciosa, poderosa,
e na maioria das vezes atrasada...
e entre os carros eu voava, em meios
fios me equilibrava, para ganhar o pão
de cada dia, o pão de uma vida.
Cansei, eu cansei, dessa terra bruta.
Perdi o viço e o vício, perdi os meus,
os seus nem vi...
Cheguei, aonde agora estou, onde nunca
mais voltei a ser um número, sabe,
aqui eu tenho nome e sobrenome,
aqui a paz tomou conta de mim,
aqui encontrei o consolo nos jardins,
e a calma encontrei nos ninhos do
beija-flor, das rolinhas, em uma
infinidade de plantas e flores, que
estão logo ali, e agora vejo-as
sorrindo pra mim, e como é bom,
esse cheiro de terra molhada.
A paz é tanta, que agora, meu irmão,
eu te vi passar, e até tive tempo
de te conhecer, de ver em você,
o que eu não via em mim, e que
agora eu vejo.
Eu vi na terra jogada, uma flor
que viveu lindamente, e que
agora vai virar adubo.
Meu Deus...
Como ela era linda...

"- As almas das poetisas são todas feitas de luz, como as dos astros: não ofuscam, iluminam...."

Florbela Espanca

Amar!


Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar!Amar!E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó,cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...



Florbela Espanca

Uma poesia de Caio César Muniz

OS ÚLTIMOS POETAS


Aos filhos da POEMA, em especial a Marcos Ferreira,
Cid Augusto, Genildo Costa e Rogério Dias.

Para onde foram os poetas?
Por quê não existem mais?
E a poesia louca, inquieta,
Em que túmulo ela jaz?

Estão mortos realmente?
Os eternos foram embora?
Então por isso a rosa sente,
Então por isso a Lua chora.

Não deixe, mundo maldito,
Que se cale esse grito
Desses loucos e suas metas.

E nós? Gritemos ao povo:
Estamos aqui de novo.
Nós os últinos poetas.

Caio César Muniz

Enviado por Leninha


Uma poesia de Caio César Muniz

OS ÚLTIMOS POETAS
Aos filhos da POEMA, em especial a Marcos Ferreira,
Cid Augusto, Genildo Costa e Rogério Dias.

Para onde foram os poetas?
Por quê não existem mais?
E a poesia louca, inquieta,
Em que túmulo ela jaz?

Estão mortos realmente?
Os eternos foram embora?
Então por isso a rosa sente,
Então por isso a Lua chora.

Não deixe, mundo maldito,
Que se cale esse grito
Desses loucos e suas metas.

E nós? Gritemos ao povo:
Estamos aqui de novo.
Nós os últinos poetas.

Caio César Muniz

Enviado por Leninha

De fato, o seringueiro Chico Mendes foi quem mobilizou não só o Brasil, mas também o mundo para a defesa da floresta amazônica - Z.Ventura - Arte rO